sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Olá Madrinha

Com o nascer do Sol
Nasce também uma lágrima.
Ela, por ela, não existiria
Se não existisse esse sentimento,
Que não é perda
Nem felicidade
Nem nada, apenas é,
Um simples sentimento
Ao ver te partir
Ao ver te deitada,
A desapareceres entre cinzas
A voltares ao infinito,
Ao voltares para os braços
Da Natureza divina.
Um último olhar te deito
E vejo o teu rosto:
Sorris no momento da despedida
Enquanto todos choram,
Deixas filhos e família
Abraças todos em espírito
Em espírito me encontrarei contigo
No dia em que também
Regresserei ao braços da Natureza,
No dia em que voltarei a dizer
Olá Madrinha.

2 comentários:

Elsa disse...

parabens..
ta um poema lindo..
eu sei o valor que a tua madrinha tem para ti e digo te, nunca conheci alguem que amasse tanto uma madrinha como tu..

bjs Elsa

Unknown disse...

Olá António,
como prometido aqui estou eu, e ainda bem que vim...
Senti as lágrimas no meu rosto ao ler este poema.
Obrigada,
beijos,Cristina