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terça-feira, 20 de julho de 2010

Novo Porto de Abrigo

Por entre sombras,

Nasce o meu olhar,

Molhado pelo orvalho da manhã

Banhado pelas lágrimas da noite,

Nessa noite onde sonhei

Com um mar novo,

Um novo porto de abrigo

Onde o meu navio não pudesse apenas atracar

Mas sim repousar

Deixar de que a corrente o leva-se

Mas sim que se sentia-se seguro.

Por entre as estrelas vejo as constelações

Que em tantas noites me guiaram

Eu sabia que nelas poderia confiar...

Hoje atracado nesse porto,

Olho para as mesmas estrelas e digo,

"Olhai por mim,

Pois a partir de hoje o caminho que seguirei

Não será dito por vos

Muito menos escrito por mim

Será acompanhado pelo amanhecer,

O grande amanhecer."


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Noite Triste, Alma Mãe, Sem Asa

Vejo o silêncio que a minha alma me envia
Acordo de um pesadelo mas continuo de olhos fechados
Pois de pesadelo tornou-se visão:
Vejo me a vaguer por entre arvores
O único choro que oiço não é o meu
Mas sim dessas árvores cumplices de noites de amargura.
Com tanta raiva minha já sofreram e peso perdão.
Esse vento que não sabe se lava a cara ou me a transfigura,
Essa brisa irmão que o acompanha
Quente, porem tenho frio nesta noite
Onde as minhas asas não se quebraram
Mas deixaram de existir.
Eternamente esquecido,
Lendário será o meu nome por entre essas criaturas da noite
Por eu ser mortal e me apaixonar por elas
Mesmo sabendo que teria perder o que mais amava.

Hoje, olho me e vejo me descalço a percorrer...
Teria sido mesmo "apenas" uma visão?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Nova Luz

Procurar respostas em questões
Interrogações que a minha alma me fez,
Vivi, em mundos, sobrevivi em corações
Pensei que morreria, que passava a era uma vez...
Olhei para o fundo da rua
Vi o tronco daquela árvore,
Ser que me viu crescer
Ser que ainda me ira ver morrer.
Nele tantas vez encontrei encosto,
Tantas vezes chorei,
A ti tantas vezes me abracei
As escondidas contigo joguei
Mas acabei perdido nas folhas do destino.
Hoje quem a ti se encostou
Foi uma linda borboleta
Que com as suas asas voara
Com ela a minha esperança seguira
Ao encontro dessa nova luz.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Encharcado

Traz-me tu, jovem noite, a tua velha experiência.
Tu que de dia poussas na árvore do tempo,
A teu tempo levantas voô como um corvo.
Que as tuas maravilhosas asas cubram e deixem penas
Para que tenhamos pena, e que com pena se descreva.

Traz-me tu, jovem noite, o teu olhar.
Que se confunda com o olho de uma coruja,
Que observa a vitima atensiosamente,
Para que viva permanentemente
Com o titulo de Ser com extrema paciência.

Traz-me tu, jovem noite, o silêncio. O Simples silêncio.
Esse silêncio que se ouve quando um gato passeia,
Esse mesmo ruido maravilhoso de quando a árvore fala.
Esse som que seja interrompido pela chuva
Que obriga-nos a ficar maravilhosamente molhados.

Sinto me enchercado de ti, jovem e eterna noite.