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segunda-feira, 4 de abril de 2011

A voz do teu amor-lobo

Perdido num bosque
Onde sinto o frio a latejar nos meus ossos
Onde nenhum medo é superior
Ao medo de me perder ainda mais
De não encontrar o retorno...
Ao longe, uma bela voz me deixa
Orientado pelo orientador
E sei que reconheço a voz...
Corro na sua direcção
E vejo te:
Uma mulher lindíssima
Vestida em tons de branco e vermelho
Onde ao teu lado
Um lobo branco de olhos intensamente negros
Olha para a lua
E a voz dele me chamou
O seu uivar foi o que me fez te procurar
Pois tu apenas olhavas.
Corri e tentei te abraçar
Mas algo existia, um vidro
Tal maneira fino e transparente
Que eu sentia a tua respiração
Mas não beijava os teus lábios.
Senti que estava preso...
Em tristeza as minhas lágrimas jorram
Até que entendi.

Não sou eu que estava preso,
Eras tu.
Não quiseste ver o meu mundo,
Um mundo onde eu posso parecer perdido
Mas tu serias a minha luz.
Serias muito mais que amada...

E a voz que ouvi não foi a tua
Mas sim a do teu amor que queria ser salvo.


quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma depressão, ou só mais um poema de amor?

Tomaria eu banho nas lágrimas da minha alma,
Se elas se decidissem jorrar pelo meu olhar,
Fazer com que eu me senti-se triste
E por essa razão chorar ainda mais...
Por mais que tente,
Atravessar o leito do rio
Serei sempre contrariado,
Sozinho contra a corrente
E ver-te tão próxima e nunca chegar a tocar...
De novo na margem
Relembro aquele único sonho
E sinto

Que não te voltarei a ter em meus braços
Que não te voltarei a beijar
E tu,

Não me voltarás a amar.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A consequência do não

Senti necessidade de te beijar em sonhos
De fechar os olhos e olhar para o leito do meu rio
Onde prosas e poemas habitam,
Onde a minha alma repousa.
Esse mundo,
Onde a alegria de nascer todos os dias
Se junta com a tristeza de lágrimas em Oceanos,
Onde haverá lugar mais puro
Que esse leito onde me deito...
Onde deixo repousar a minha alma?

Esse local, hoje que viajo até lá
Vejo, pela primeibra vez, o guardião desse lugar:

Uma criatura, tão bela ao nascer do Sol
Como ao acordar da noite.
Cada pegada que deixa,
É uma pequena árvore que nasce,
E por onde caminha,
Flores abrem o seu caminho.
É um lobo, de pêlo branco
Iluminado pelo crepusculo,
Olha para mim do outro lado do leito,
E me sorri,
Dando-me a confiança de dormir
Nas penas que as minhas asas deixaram.

Esta noite dormirei sozinho,
Mas um dia,
Esse teu não, terá uma consequência...

O beijo que sonhei, será real... Eu sei que sim.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sinto

Sinto que transporto a irá de lobos
Envolvidos em matilhas de sentimentos
Por quem eu luto, pelo que luto.
Sinto me uma besta que respira
O ódio eterno provocado pela dor,
Pelo amor jurado
Pela traição cometida pela noite.

Deixa me respirar
Que te contarei o meu passado...
Deixa me morrer
E renascerei nos teus sonhos.